Cinco dicas para gerenciar serviços em nuvem

Cinco dicas para gerenciar serviços em nuvem

Cloud Computing

*Adriano Filadoro

Cloud computing, ou computação em nuvem, é um fenômeno em franca expansão no mundo inteiro, também no Brasil. Hoje em dia tudo acontece “na nuvem”. As empresas movem aplicativos para a nuvem, gerenciam sistemas na nuvem e armazenam arquivos na nuvem. Ou seja, trata-se de uma transformação no mundo dos negócios, onde as empresas precisam melhorar e inovar constantemente para se manterem competitivas.

Num sentido bem amplo, a nuvem vem transformando a cultura organizacional ao proporcionar maior velocidade e agilidade de TI, recuperação de desastre nos negócios, e facilitar a criação de forças de trabalho móveis. É uma tecnologia que economiza custos e tempo, permitindo que aplicativos e dados corporativos sejam compartilhados de uma maneira mais simples, favorecendo uma alocação mais eficiente de recursos.

A hospedagem tradicional, ou seja, com data centers físicos e uma infraestrutura própria, está cedendo cada vez mais espaço para a multicloud, que implica no uso de múltiplos serviços de nuvem – levando as empresas a contar com uma gama maior de fornecedores. Trata-se de um passo enorme e de relativamente baixo custo para as empresas, que passam a contar com uma nuvem para cada especificidade de serviço, com resolução mais rápida de problemas e maior segurança. De fato, a nuvem pode resultar numa redução relevante de custos quando gerenciada corretamente, seguindo uma estratégia de otimização de custos. Mas é preciso estar atento aos detalhes.

Confira cinco dicas para maximizar o investimento em Cloud:

  1. Comparar tudo o que for possível entre os fornecedores. Cada fornecedor de nuvem oferece uma gama enorme de serviços de armazenamento, cada qual para um determinado tipo de uso, com requisitos de custo e expectativas de desempenho. Não é fácil comparar recursos em várias nuvens, mas é necessário. A cobrança pode levar em conta vários fatores, como o número de solicitações de leitura e gravação, a quantidade de dados transferidos para fora do armazenamento e a quantidade de capacidade que se provisiona. Mas vale ressaltar que os fornecedores tendem a estruturar seus encargos em níveis de preços. Enquanto alguns oferecem taxas mais baixas em níveis mais altos de consumo de recursos, outros podem se uma escolha melhor quando seus requisitos de capacidade são baixos. Por isso, vale a pena se debruçar sobre o assunto antes e durante a contratação de um provedor de nuvem. 
  2. Organizar os custos com transparência. Para se conseguir comparar preços e serviços disponíveis no mercado, ou mesmo fazer uma gestão inteligente dos investimentos em curso, cada empresa deverá fazer sua ‘lição de casa’. Os custos devem ser atribuídos a projetos, departamentos, usuários ou grupos. Só assim é possível fazer uma análise transparente e checar se não há algum recurso subutilizado que possa ser cancelado ou contratado em outras bases.
  3. Ter uma equipe preparada para lidar com finanças. Os processos de otimização de custos organizacionais são mais eficientes quando as ferramentas permitem que os funcionários gerenciem diretamente seus próprios custos em relação aos serviços em nuvem. Há empresas, inclusive, que fixam limites de orçamento para esse fim e implantam um monitoramento que dispara alarmes automaticamente quando o uso da nuvem está excessivo ou sendo desperdiçado.
  4. Gerenciar recursos internos antes de investir na nuvem. Grande parte das empresas que investem na nuvem costuma manter uma pequena parte de seus negócios in loco. Isso é especialmente vantajoso quando um percentual muito baixo de funcionários costuma acessar determinado software. Afinal, tentar administrar toda uma empresa no mesmo nível de preços ou com os mesmos recursos pode se transformar num grande desperdício.  Nesse sentido, é muito mais econômico compartilhar tarefas e software de baixa demanda em um servidor de custo reduzido, que utiliza menos recursos. Sendo assim, é fundamental mapear cada departamento dentro de uma empresa, analisando a relação custo-benefício antes de contratar um serviço em nuvem.  
  5. Contratar um parceiro especialista. Em inúmeros casos, é mais vantajoso contratar um parceiro especialista do que empregar recursos humanos, financeiros e tempo no aprendizado de novas tecnologias e serviços. É uma questão de competitividade. Portanto, quando uma empresa está apenas começando a usar a nuvem, solicitar ajuda de um provedor de serviços gerenciado, especializado em multicloud, que pode configurar tudo e até se encarregar da gestão completa nos primeiros anos, pode ser uma opção inteligente. Isso permitirá que a empresa passe a ter uma noção concreta de como as coisas funcionam e quais são seus custos reais, estando menos vulnerável a desperdícios e perdas financeiras implícitos no modelo tentativa e erro.

*Adriano Filadoro é especialista em Cloud Computing, sócio-diretor da Online Data Cloud – empresa com 25 anos de atuação em TI.

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